terça-feira, 26 de junho de 2007

"Crianças Malvadas" na Faculdade e a Maioridade Penal


Depois do brutal assassinato do menino João Hélio, as passeatas pedindo paz e a movimentação para a redução da maioridade penal cresceram bastante. Na mão contrária, temos que ouvir de um pai, teoricamente esclarecido, pertencente à classe média alta da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, que o filho dele, apesar de ter cometido um crime bárbaro, que , por sorte, não culminou com morte de uma humilde trabalhadora, não poderia ser punido. Prostituta, empregada, empresária, qual a diferença? Faça-me o favor. Se por exemplo, o filhinho dele, "sua criança", de 19 anos, fosse agredido da mesma forma e brutalidade com que a empregada, na volta para casa o foi, ele não estaria clamando por justiça e não seria mais um nas passeatas anti-violência. Dá até para ver a manchete. "Jovem de Classe Média é Espancado por Porteiros Assassinos". Com certeza, esse pai estaria a frente da mãe da pequena Alana, mais uma vítima da violência no Rio, assim como a empregada Sirley.


Chega a ser cômico ouvir esse tipo de declaração:" As crianças trabalham, estão na Faculdade, não podem ir para Polinter". E quem deve estar na Polinter? o pobre que rouba por fome, o excluído.




Agora o pior é que isso não vai dar em nada.


Alguém dúvida?

MAIS UM GOL DE PLACA DO GALINHO


Craque é craque até fora das quatro linhas. Na entrevista do dia 26/06, do programa "Bem Amigos", da Sport TV, o eterno ídolo rubro-negro Zico me fez parar para ver um programa apresentado pelo "Chatão Bueno". Finalmente alguém esclareceu o que aconteceu na conturbada Copa de 1998, na França. O Galinho não afinou na hora de dizer que teve que assumir responsabilidades que não diziam respeito à função que exercia na época(coordenador técnico), como no episódio que culminou com o corte do baixinho Romário. ALém disso, acabou de vez com todas as especulações por conta do episódio envolvendo o "Fenômeno" Ronaldo antes do fiasco do Brasil, na final diante da França.

Se fosse outro, teríamos ainda algumas dúvidas, mas um personagem que é exemplo de caráter e dignidade e que não se esconde atrás frases feitas e dá nomes na horas das críticas, como o Galo dispensa qualquer segunda opinião. Até porque, depois de nove anos, foi o único a falar clara e abertamente sobre o episódio.

Show meu ídolo.