quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O DRAMA DE RONALDO


Eu, então como estagiário da Rádio Tupi, tive como missão, na minha primeira entrevista externa, ir atrás de Ronaldo " O Fenômeno". Isso, no segundo semestre de 1999. Ronaldo voltava ao São Cristovão, onde seria homenageado. Fato é que, no meio da coletiva, nem perguntei nada. Coloquei o gravador no meio de tantos outros e apenas peguei a sonora de um cara, um ano mais novo que eu, mas que já era o um fenômeno mundial, enquanto eu estava dando início a minha carreira de jornalista. Depois disso, ainda entrevistei Ronaldo algumas vezes e sempre pude notar a humildade do garoto de Bento Ribeiro. Além disso, o fato é comprovado por alguns ex-atletas que chegaram a treinar com o craque no São Cristovão. Todos são unânimes ao falar do caráter de Ronaldo, que quando encontra os ex-companheiros tem o mesmo carinho dos tempos em que ainda não possuía uma "gorda" conta bancária e uma vasta coleção de capas de revista masculina no currículo. Não sei se o fim foi decretado com esse nova lesão. mas fato é que Ronaldo é um guerreiro e torço muito para que ele, novamente, dê a volta por cima e volte a brilhar nos gramados. De preferência, no Flamengo.rs.

Força Fenômeno.

DESPEDIDAS



É sempre difícil dizer adeus. É complicado quando perdemos alguém que gostamos, independente do modo. Mas encerrar uma carreira de sucesso é algo indescritível. como abandonar um caminho que lhe rendeu tanto sucesso, carinho e admiração. Como virar uma página de vitórias e dizer que passou. O gênio tem que mostrar o seu algo diferente também nessa hora. Saber a hora de parar é a decisão do sábio. E neste começo de ano perdemos dois "monstros" do esporte. Na época em que prestei serviços para a BR Sport, tive o prazer de fazer assessoria da melhor dupla de vôlei de praia da época: Adriana Behar e Shelda. Um fenômeno dentro de quadra e fora dela também. Parabéns Adriana e obrigado pelas alegrias que você proporcionou ao povo brasileiro.


E o nosso Gustavo Kuerten? O que falar desse surfista tenista? O cara chega em Roland Garros largado, só faltou jogar de havaianas e torna-se um dos principais jogadores do tênis mundial e junta-se a Maria Ester Bueno como ícones desse esporte de elite, que Guga teve, com seu jeito despojado e genialidade, a missão de popularizar.


Valeu Guga e Adriana Behar!!!! o esporte agradece a vocês

O TRAUMA DE JOANNA


É lamentável saber que uma menina, então com nove anos de idade, possa ter sua vida transformada por um sujeito doente, que, ignorando qualquer preceito moral, invada a inocência de uma criança com uma atitude nefasta retratada em assédio sexual. O pior de tudo é que esse tipo de transtorno não é um fato isolado, principalmente no esporte. E falo isso de cadeira. Quando mais novo, adolescente ainda, 16 anos, treinava em um núcleo do Bonsucesso, na Ilha do Fundão. O técnico era um tal de Zé Russo, um coroa com seus 60 anos presumíveis. Fato é que um belo dia, chego no vestiário e o cara simplesmente tenta me patolar, no melhor estilo Michel. Minha alternativa foi jogá-lo no chão e sair do vestiário. Durante duas semanas de treino, o cara ficava me cantando, pedindo para eu deixá-lo me masturbar. Parei de treinar. Agora, o pior é que ele já havia molestado vários outros garotos e as pessoas achavam isso normal. Ou se não o achavam, pelo menos não tomavam nenhuma providência para rechaçar esse tipo de atitude. Fora isso, quem convive no meio esportivo sabe o quão é comum esse tipo de assédio. Uma pena. Parabéns Joanna Maranhão pela coragem. ]Espero que ajude a reduzir esse tipo de fato.