domingo, 3 de maio de 2009

Mais uma vez o Flamengo justificou a presença da maior torcida do Brasil. Apesar de ter dado ao Botafogo a chance de estragar a festa do quinto tri, nos pênaltis, o goleiro Bruno, a exemplo do que aconteceu em 2007, foi decisivo. Mas se formos relembrar, a sorte de campeão já acompanhava o time da Gávea. A bola na trave de Maicossuel na decisão da Taça Rio, os dois gols do zagueiro Emerson e na decisão, bola na trave e pênalti perdido premiaram mais uma vez a nação rubro-negra. Agora, o Flamengo reina absoluto no Rio de Janeiro, com 31 títulos, um a mais que o Fluminense, que já tinha cinco conquistas quando o Flamengo começou a disputar o Campeonato Carioca. Parabéns ao Cuca, injustamente rotulado como pé-frio, assim com Telê Santana, antes de várias conquistas a frente do São Paulo. Tomara que seja a primeira de muitas. Parabéns ao time do Botafogo, pelo brio e raça ao ir buscar um resultado adverso. Ney Franco perdeu agora, mas é um dos principais técnicos da nova geração. A final foi digna da grandeza do futebol carioca, repetindo o primeiro título do tri, 2 x2 nos dois jogos, pênaltis e o Mengão Campeão.

Em São Paulo, o Timão só confirmou o resultado da primeira partida, a exemplo do Cruzeiro, em Minas.

E agora, é a Copa do Brasil, Libertadores e que venha o Brasileirão....Parabéns aos campeões.

RETROCESSO

É inconcebível, em um país continental e multicultural como o Brasil, termos qualquer tipo de intolerância, seja ela religiosa, ideológica, de cunho racial ou quanto a opção sexual. Em uma época onde estamos conectados ao mundo inteiro, sem caras, mas como avatares, parece-me um tanto quanto medieval essa idéia do fortalecimento dos grupos neonazistas em território nacional.
O pior é ver que jovens, recém-saídos da adolescência estejam sendo seduzidos e aderindo a um movimento que já causou tanto prejuízo à humanidade. Posso estar me contradizendo, quando digo que devemos respeitar as ideologias, mas não podemos compactuar com uma que parte do princípio discriminatório e que usa a violência para uma espécie de seleção não-natural.
A diferença de opinião no campo ideológico é o que faz crescer a humanidade, mas o respeito à opinião contrária é o que faz ela prosseguir, faz nos sentirmos vivos e filtrar as idéias opostas que nos simpatizam, fazem parte do nosso amadurecimento.
Lamentável a morte do casal em Curitiba. Dois jovens simpatizantes, mortos a mando do comando nacional da organização. Comando nacional? Vejam a proporção. É mais preocupante do que a iminente pandemia de gripe. Porque isso podemos conter. Mas esse tipo de pensamento crescendo, não sambemos onde pode parar.